segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A vida é um amontoado de acontecimentos sucessivamente desconexos

Nem gosto da vida... vivo, por que estou viva. O que ñ quer dizer que gostaria de estar morta.
Ñ gostar de viver, ñ significa querer morrer; é tipo, ñ como carne e nem por isso quero uma salada de alface.
Procuro curtir a vida, ou simplesmente experiência-la, assisti-la. A vida faz o q tem q fazer, e eu, procuro ignorá-la, ñ levar pro pessoal.
Ñ busco o prazer, pois creio que buscar o prazer só gera mais sofrimento e eu ñ gosto de sofrer. Apesar de que q ñ gostar de algo inerente à vida, em si, já gera sofrimento.
Acho a vida muito insignificante pro meu gosto, no sentido de ñ ter significado, sem razão, sem por quês, sem motivos. Ouvi dizer q sou como uma blusa biodegradável, que o espírito está usando nesta experiência e ao término, simplesmente descarta, quando a blusa (eu) se decompõem e deixa de existir.
Pra mim, nada tão mal, estar a serviço desse tal espírito... mas se isso for, talvez esteja prestando um desserviço, pois ñ faço idéia do meu papel, objetivos ou metas. E é o q mais me incomoda: estar jogada no meio desta vida. Enfim, ñ vou levar pro pessoal.
Do nada eu vim e pro nada vou voltar, com certa expectativa e frio na barriga, mas nada se compara ao medo de ficar aqui, sozinha, jogando vida: um jogo coletivamente caótico onde ñ se sabe as regras, nem se elas existem; ñ se sabe quem são seus adversários, ou se eles existem; quem deve ser salvo, se é q existe alguém pra salvar.
Aqui sim, fico desconfortável, confusa e perdida. Ñ me adapto aos sentimentos e reações humanas, nem às minhas. E se parece que ainda ñ aprendi a viver, me atrevo até a desejar morrer.

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