domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quem está vivo, sofre

Dependendo da sua crença, quem estiver morto também.
O fato é que o sofrimento é inerente ao serumano. Não que a existência do serumano seja exclusivamente sofrida, mas em algum momento, ou em vários, o serumano sofre.
E motivos não faltam. Seja por ordem física, cotidiana, valores, ideologia, psicológica... e se não existirem  motivos reais, existe uma tal falta de ceretonina, que causa depressão, que gera sofrimento.
Não sei como os animais de outras espécies lidam com o sofrimento, se é que os tem, mas nós, além de sofrermos, ainda ansiamos por não sofrer, o que causa ainda mais sofrimento. Quando sofremos, buscamos desesperadamente por aliviá-lo e sofremos ainda mais.
Talvez lidar atribuir ao sofrimento uma carga ‘natural’, os confortaria...
Outro fato é a causa do sofrimento é algum fator alheio à nossa vontade, uma contrariedade às nossas expectativas.
“Eu não queria...”, “Eu não gosto”, “Eu não suporto”...
E se “Eu não queria, mas é ...” seria capaz de aliviar o sofrimento? Ou aliviaria o sofrimento causado por estar sofrendo... não sei. Só sei que sofremos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Revolver


Há algo sobre você mesmo que você não sabe. Algo que você nega existir. Até ser tarde demais para fazer alguma coisa a respeito. É o único motivo pelo qual você levanta toda manhã. O único motivo pelo qual você aguenta o chefe intragável, o sangue, o suor e as lágrimas. É o porque você quer que as pessoas saibam o quanto você é bom, atraente, generoso, engraçado, maluco e inteligente. Tenha medo de mim ou me reverencie. Mas por favor, me considere especial. Compartilhamos um vício: a necessidade de aprovação. Todos nós queremos um tapinha nas costas e o relógio de ouro, o grito da torcida. Olha só o garoto inteligente com o brasão polindo o troféu. Continue brilhando diamante maluco! Afinal somos macacos de terno, implorando pela aprovação dos outros. Se soubéssemos disso, não faríamos isso tudo. Alguém está escondendo isto da gente e, se tivéssemos uma segunda chance, você perguntaria: por quê?

O ego é o pior dos trapaceiros em que podemos pensar, em que podemos imaginar, porque você não o vê.

O problema é que o ego se esconde no último lugar em que você procuraria: em si mesmo!

Ele disfarça os pensamentos dele com os seus pensamentos e os sentimentos dele com os seus sentimentos. Você acha que é você.

As necessidades das pessoas de proteger seus próprios egos não conhece limite. Elas mentem, roubam, enganam, matam, fazem o que for preciso para manter o que chamamos de fronteiras do ego.

As pessoas não têm idéia de que estão numa prisão, não sabem que há um ego, não conhecem a diferença.

Primeiro, é muito difícil para a mente aceitar que há algo além dela mesma. Algo mais valioso e mais capaz de discernir a verdade em si.

Na religião, o ego se manifesta como o demônio e, é claro, ninguém percebe o quanto o ego é esperto porque, ele criou o demônio para que você culpe o outro.
Ao criarmos este inimigo externo imaginário, criamos um inimigo de verdade para nós mesmos e isto se torna uma ameaça real para o ego, mas isso é também criação do ego.
Não existe nenhum inimigo externo, não importa o que a voz na sua cabeça diga. Toda a percepção do inimigo é a projeção do ego como inimigo.

O seu maior inimigo, é a sua própria percepção, sua ignorância, o seu ego.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A vida é um amontoado de acontecimentos sucessivamente desconexos

Nem gosto da vida... vivo, por que estou viva. O que ñ quer dizer que gostaria de estar morta.
Ñ gostar de viver, ñ significa querer morrer; é tipo, ñ como carne e nem por isso quero uma salada de alface.
Procuro curtir a vida, ou simplesmente experiência-la, assisti-la. A vida faz o q tem q fazer, e eu, procuro ignorá-la, ñ levar pro pessoal.
Ñ busco o prazer, pois creio que buscar o prazer só gera mais sofrimento e eu ñ gosto de sofrer. Apesar de que q ñ gostar de algo inerente à vida, em si, já gera sofrimento.
Acho a vida muito insignificante pro meu gosto, no sentido de ñ ter significado, sem razão, sem por quês, sem motivos. Ouvi dizer q sou como uma blusa biodegradável, que o espírito está usando nesta experiência e ao término, simplesmente descarta, quando a blusa (eu) se decompõem e deixa de existir.
Pra mim, nada tão mal, estar a serviço desse tal espírito... mas se isso for, talvez esteja prestando um desserviço, pois ñ faço idéia do meu papel, objetivos ou metas. E é o q mais me incomoda: estar jogada no meio desta vida. Enfim, ñ vou levar pro pessoal.
Do nada eu vim e pro nada vou voltar, com certa expectativa e frio na barriga, mas nada se compara ao medo de ficar aqui, sozinha, jogando vida: um jogo coletivamente caótico onde ñ se sabe as regras, nem se elas existem; ñ se sabe quem são seus adversários, ou se eles existem; quem deve ser salvo, se é q existe alguém pra salvar.
Aqui sim, fico desconfortável, confusa e perdida. Ñ me adapto aos sentimentos e reações humanas, nem às minhas. E se parece que ainda ñ aprendi a viver, me atrevo até a desejar morrer.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Frustração

A proposta original era que eu escrevesse neste blog enqto me recuperava do Trisco.
Mas descobri q a inércia na vida impacta na movimentação cerebral e represa a criatividade. Estar vivo ñ é respirar, mas estar inserido na vida e participar de seus eventos.
Contudo....rs... legal essa palavra, heim? Contudo, ñ escrevi o qto queria, o q prova q querer ñ produz pênga nenhuma...
Cesa Millan, um dos meus gurus...rs, diz q o animal ñ ‘tenta’ ou ‘quer’ fazer nada, ele simplesmente faz/reage, o q me parece ser natural e saudável, pois produz apenas o q de fato é produzido, sem frustração, sofrimento, sentimentos de inferioridade ou superioridade...
Então, contudo, querer escrever produzirá frustração e ñ escrita.
Anfã, o brog tá aí e receberá um texto só qdo receber.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Assistindo a vida

Assisti um documentário no Discovery sobre um homem cego desde o nascimento e conseguiram fazer os olhos dele verem, depois de adulto. Problema é q os olhos até viam, mas as imagens iam pro cérebro, q nunca tinha sido treinado praquilo e daí ñ reconhecia as imagens, cores, formas...
Um outro documentário, falou que nossos olhos tem capacidade limitada de captação do q está ao nosso redor considerando variáveis como iluminação, forma, profundidade, velocidade... Podemos afirmar que conseguimos ver apenas uma parte do q está rolando ao nosso redor.
Se vc está lendo isso, é pq seu cérebro foi treinado não só pra receber as informações captadas pelos seus olhos como também traduzi-las em mensagens, q proporcionam os mais diversos sentimentos, reações, emoções, sensações próprias de cada indivíduo. Ex. um cão assado aqui poderia causar no mínimo, mal estar;  já na China, água na boca...  um boi pegando fogo pra nós é churrasco; já na Índia...
Daí, faço um exercício sempre q consigo fazer... rs.
Olhar, ver. O cérebro reconhece a imagem/ forma... e traduz o q é aquilo, o q tá rolando, gerando uma informação: isso é bonito/feio, calmo/perigoso, alegre/triste...
Ñ dá (pelo menos, eu ñ consigo) bloquear verdadeiramente o acionamento dos sentimentos/emoções, eles aparecem, pq é natural do serumano. Então, me atento de q são só imagens e formas entrando pelo olho. Pra mim, é uma forma de ñ julgar.

Se é bom, é pq vai acabar logo

Não consigo ver um outro jeito... bão mesmo é o que é escasso, o q é menos, o q é pouco. O melhor do bolo é a cobertura. Agora, imagine-se comendo um belo téco de cobertura de bolo e só. Deixa de ser tão bom.
Estou à quase 2 meses em casa repousando e tô de saco cheio, fumando pra carai! Quase ñ lembro dos anseios do passado, implorando por um momento de descanso e tranqüilidade... momentos esses q estou vivenciando praticamente 24hrs por dia.
Bicho estranho esse eu.
Bom, pelo menos não sofro, pois apenas me observo, sem tentar me entender.