terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mais que um desabafo, quase um sacrilégio


Tô assim, meio puta com a vida.
Tô assim, sem paciência com os ignorantes.
Tô assim, com vontade de trucidar o egoísmo alheio.
Não é novidade para ninguém como eu amo a Mooca e como sinto que esse bairro é o quintal da minha casa.
A praça perto de casa foi completamente revitalizada às custas do esforço pessoal e independente dos vizinhos aposentados, que cuidam, plantam, alimentam as maritacas e passarinhos e limpam diariamente aquele lugar, que hoje está lindo e organizado.
Sempre vou com o cachorro lá e claro, recolho seus dejetos. Claro, só se for para mim. Acabo deixando a praça depois de recolher o cocô do meu animal e mais de muitos outros.
E detalhe: os aposentados limpam a praça todos os dias.
Mas existe uma coisa que me incomoda MUITO mais.
É a ignorância de indivíduos egoístas e sem nenhum respeito para com a natureza, nem com as outras pessoas, que deixam objetos cortantes, perecíveis, não bio degradáveis nas praças e nas esquinas da Mooca.
E fico TÃO, mas TÃO irritada com esse tipo de estupidez, que outro dia, parei o carro à meia noite na esquina da Rua Pirassununga, interrompi 3 mulheres que estavam deixando à base de uma árvore charuto, garrafa, copo, vela... e pedi para que ‘retirassem os objetos depois da oração’.
Claro, que no dia seguinte, estava tudo lá, sob a pobre árvore, no meio da calçada... uma sujeira só.
Essas pessoas são TÃO imbecis que não percebem que repetir a mesma lambança e porcalhada, não passa de atos e mais atos desesperados que não às leva conseguir o que querem... a não ser me irritar.
E que fique bem claro: minha putez não tem nada a ver com religião ou rito. Pelo contrário. Esses infelizes cometem essas imundices alegando ato de fé oriundo de religião que cultua a natureza e pratica a caridade, o ato máximo de respeito ao próximo.
E existe uma verdadeira enxurrada de recomendações, pedidos, solicitações, publicações... de dirigentes espirituais que orientam frequentadores, curiosos e pessoas em geral na forma adequada de praticar a religiosidade com eficiência, voltada à reforma íntima de atitudes e pensamentos.
Mas porque essas informações não chegam a quem mais precisa delas? Por que essas pessoas que acham que a vida é barganha não se influenciam com tantos exemplos que temos de caridade e fé?
Por que eu me incomodo tanto com isso? E por que eu não consigo respeitar a imaturidade e a ignorância dessas pessoas que julgo imbecis? Ok, tenho que me esforçar mais.
Minha última destilada: esses mesmos ignorantes, amanhã, darão depoimentos na televisão, para milhares de pessoas, que agora, está liberta dos espíritos obsessores e endemoniados... que depois que Jesus entrou na sua vida, ela finalmente está prosperando... blá, blá... E, na boa, eu não vejo a hora disso acontecer, por que: será um deturpador à menos, sujeira a menos, imaturidade a menos...